Carta aberta ao senador Cristovam Buarque e a todos os brasileiros que tenha interesse em educação. Venho até vocês para que possamos juntos mudarmos, ou pelo menos quem sabe gritar pela nossa natimorta educação. O governo de São Paulo junto com o judiciário deram um golpe fatal na lei no tocante ao 1/3 do tempo fora da sala de aula, pois ele considera que o professor trabalha 50 minutos e não 60, por isso ele pega esses 10 minutos e faz o seu cálculo, ou seja, o professor já estaria ganhando esse tempo extra. Vamos a realidade, antes da lei do piso o professor com 40 horas tinha 33 em sala de aula, 03 htpc e 04 htple, Agora qual foi a sua brilhante jogada? o professor trabalha 32 aulas com os alunos (1 a menos que a regra anterior), e se cada aula tem 50 minutos, é só dividir, 32 aulas de 50 minutos corresponde a 26 horas semanais, e isso em 40 horas siginifica 2/3 com alunos, ou seja, na pratica o professor deixa de ficar 33 aulas com alunos para ficar 32. Mudança de qualidade não?! Bom, a minha proposta é a seguinte, o senhor como senador e um dos poucos interessados (de verdade é claro) em educação nesse país poderia propor uma emenda a essa lei, deixando claro que 2/3 da carga horária com alunos seria 26 aulas, independentemente da duração dessas aulas, ou então, uma segunda proposta, que as aulas passem a durar 60 minutos realmente e daí trabalharíamos 26 horas aulas com alunos. Por último quero esclarecer porque 32 não são 26. Imagina um professor como eu de filosofia. Essa matéria tem uma carga horária de 2 aulas semanais, ou seja, nesse novo cálculo do governo eu precisaria de 16 turmas para fechar o meu horário, contudo, se fosse alterado conforme acreditávamos para 26 aulas, eu teria 13 turmas, isto é, 3 turmas a menos. A minha reivindicação não é para trabalhar menos horas, mas com menos turmas e assim conseguirmos aquilo que a lei do piso sempre quis priorizar, que é o professor ter mais tempo para estudar e consequentemente desembocar numa qualificação das aulas. Alguns numeros: 3 turmas a menos siginifica, 120 alunos a menos para o professor atender, 120 provas a menos para corrigir, 120 orientações a mais para os outros alunos, enfim, os beneficios são muitos. E por fim, penso que se não fizermos nada, teremos aprovado mais uma lei que não "pega", na verdade a base do meu argumento não é pelo aumento de salário, mas pela qualidade do tempo com alunos. E vamos a luta.
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