| Ibitinga, sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 | 8h25 | Redação |
O que aconteceu na data de hoje no Brasil e no Mundo |
| Hoje na História |
1969 - 14 homens, dentre eles 9 judeus, são executados em Bagdá, Iraque, por supostamente espionarem para o estado de Israel.
1985 - A Coca-Cola anuncia que iria começar a vender seus refrigerantes na União Soviética. A Pepsi-Cola já atuava no mercado soviético há 12 anos.
1964 - A França estabelece relações diplomáticas com a República Popular da China (China comunista).
1822 - A Grécia proclama a sua independência da Turquia.
1763 - Com o desenvolvimento econômico do Brasil, Portugal cria um novo sistema administrativo para sua colônia, elevando a nação a Vice-Reinado.
1984 - Durante filmagens para um comercial da Pepsi-Cola, o famoso cantor Michael Jackson sofre um acidente e seu cabelo pega fogo. Michael foi hospitalizado por vários dias e recebeu mensagens de apoio de seus fãs do mundo inteiro.
1987 - Falece José Jorge de Araújo Jorge. Escritor e político, ele foi Deputado Federal pela Guanabara. Ocupou a vice-liderança do MDB e a presidência da Comissão de Comunicação na Câmara dos Deputados. Foi conhecido como o Poeta do Povo e da Mocidade, pela sua mensagem social e política e por sua obra lírica – uma mistura de romantismo moderno e drama.
1901 - O famoso compositor de ópera italiano Giuseppe Verdi, falece em Milano, Itália, aos 87 anos.
1981 - O presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan recebe na Casa Branca os 52 norte-americanos que foram mantidos como reféns no Irã. Eles foram libertados no mesmo dia que Reagan assumiu a presidência do país.
1977 - O Vaticano re-afirma a proibição pela Igreja Católica de que mulheres se tornassem padres.
1945 - Tropas soviéticas liberam os campos de concentração nazistas Auschwitz e Birkenau na Polônia. 1.5 milhões de pessoas foram exterminadas no campo, incluindo mais de 1 milhão de judeus.
1973 - Um cessar-fogo é assinado em Paris, encerrando assim o envolvimento militar dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã.
2010 – Morre o pacifista norte-americano Howard Zinn. A Segunda Guerra Mundial marcaria o início de sua luta por um mundo sem conflitos armados. |
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Destaque
Hoje na História: 2010 - Morre pacifista norte-americano Howard Zinn |
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| A Segunda Guerra Mundial marcaria início de sua luta por um mundo sem conflitos armados. Foto: WikiCommons |
| Howard Zinn |
Por Max Altman | São Paulo |
Morre em 27 de janeiro de 2010, Howard Zinn, o norte-americano que conjugou engajamento político e trabalho científico lançando novas visões sobre a história dos EUA. Foi simultaneamente um historiador que marcou seu tempo e um cidadão resolutamente ligado à esquerda. A vida pessoal desse autor está inevitavelmente ligada a sua obra.
Os telespectadores que assistiram ao excelente documentário 1929, de William Karel, se lembrarão do testemunho de Zinn: ele descreve o sentimento de vergonha que o invadiu quando viu seu pai, garçom desempregado obrigado a vender gravatas na rua depois de fazer pequenos bicos para poder sobreviver.
Filho de imigrantes judeus da Europa Central, essa origem popular percorre toda a sua vida e obra. Durante a Segunda Guerra Mundial incorporou-se à força aérea e participou do bombardeio "experimental" de Royan (que se chamaria mais tarde de napalm). A missão fez dele um pacifista resoluto. Em seguida, conduziria uma pesquisa detalhada sobre as circunstâncias desse massacre e provaria que a condução da guerra não exigia o bombardeio motivado, em parte, pelas ambições pessoais de oficiais.
Após a guerra, estuda história, defende um doutorado e passa a lecionar em universidades. Jamais hesitando em pagar com a própria pele manifestações por vezes duramente reprimidas, lutou contra a segregação racial e depois contra a Guerra do Vietnã.
Em 1980, publica uma volumosa obra destinada a ser um clássico em todas as universidades: História popular dos Estados Unidos . Traduzida em numerosos idiomas, adaptada para as crianças em desenho animado, o livro muda a percepção que se tinha da historiografia norte-americana, desmontando metodicamente sua versão oficial e heroica.
Desde 1492 à Wounded Knee, onde os Sioux foram massacrados em 1890, uma sucessão de chacinas ocorre. Defesa da democracia nos EUA? No interior, o governo protege sobretudo os interesses das grandes empresas e dos "barões ladrões das finanças" contra os trabalhadores explorados. No exterior, não intervêm para defender valores e sim para estabelecer sua zona de controle em benefício das mesmas empresas e grandes proprietários. Em 1898, só se aliam aos revoltosos cubanos para caçar os espanhois. Mais tarde voltariam-se contra seus próprios parceiros para estabelecer seu domínio sobre a ilha, que permaneceria até a tomada do poder por Fidel Castro. As intervenções na América Central e no Vietnã fazem parte de uma mesma vontade de controlar recursos, só que, desta vez, em nome da luta contra o comunismo. Mesmo a guerra contra os nazistas é marcada pela segregação: o exército evita que brancos e negros se misturem.
Os verdadeiros herois não devem, portanto, ser procurados entre os grandes do mundo e sim entre todos aqueles que lutam contra as desigualdades e discriminações e que as pagam constantemente com a própria vida.
Zinn dedica, por exemplo, uma peça de teatro a Emma Goldman, militante anarquista do começo do século XX expulsa dos EUA para a Rússia revolucionária. A preocupação de atingir o grande público o faz escrever uma peça para explicar a obra de Marx: Karl Marx, o retorno.
A influência de Howard Zinn em seu país e no mundo, é imensa. A partir de 2003, multiplica as conferências e os posicionamentos públicos contra as diferentes intervenções norte-americanas e em particular contra a invasão do Iraque.
As críticas não fizeram dele um pessimista. Ao contrário, repetia em suas conferências que as liberdades progrediram nos EUA depois da Segunda Guerra Mundial e que o povo poderá se impor dentro de alguns meses ou anos com as mudanças que se acreditavam impossíveis. |
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Destaque
Hoje na História: 1901 - E silencia-se Giuseppe Verdi |
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"I adore art… when I am alone with my notes,
my heart pounds and the tears stream from my eyes,
and my emotion and my joys are too much to bear".
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Giuseppe Verdi |
Por Lucyanne Mano | Jornal do Brasil |
Giuseppe Verdi, 87 anos , morreu seis dias após sofrer um derrame no quarto de um hotel, onde estava hospedado e Milão. Em sua homenagem, seu funeral foi conduzido por um combinado de orquestras e coros de toda a Itália, compondo uma das maiores uniões artísticas musicais da história do país.
Mesmo quem não tem interesse particular por óperas já deve ter ouvido algumas das mais famosas obras de Giuseppe Verdi, como Rigoletto (1851), La Traviata (1853), La forza del destino (1862), Don Carlo (1867), Aida(1871), Otello (1887) e Falstaff (1893)...
Nascido em 10 de outubro de 1813, na pequena cidade italiana de Roncole, Giuseppe Fortunino Francesco Verdi teve que lutar muito para conquistar a admiração mundial. Filho de uma família pobre e inculta, Verdi tentou entrar para o Conservatório de Milão em 1831, mas foi recusado por exceder a idade limite para a admissão. Durante três anos, tomou aulas com um músico do La Scalla até apresentar sua primeira ópera, Oberto, conte di San Bonifacio (1839), escrita sob a influência de Bellini, com razoável sucesso. Mas o fracasso da obra seguinte, Un giorno di regno (1840), somado à morte da mulher e de dois filhos, fez o compositor desistir e jurar nunca mais se aventurar no mundo da ópera.
Para sorte de seus admiradores e da posteridade, no entanto, o sucesso de Nabucco (1842), fez com que ele quebrasse a promessa, marcando o início de uma carreira longa e produtiva. Em 1859, casou-se novamente, com a cantora Giuseppina Strepponi. Em seus últimos anos, dedicou-se à composição de peças corais religiosas. |
O Va Pensiero de Nabucco e o nascimento de Verdi |
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O extraordinário impacto de Nabucco sobre a platéia no La Scalla, onde estreou a 9 de março de 1842, foi ajudado pela situação da Itália na época. Colcha de retalhos dominada parcialmente pelos austríacos, o país andava atrás dos símbolos patrióticos, enquanto crescia o movimento de unificação finalmente vitorioso em 1870. O Va Pensiero de Nabucco transformou-se num desses símbolos, no canto dos italianos oprimidos.
A ópera - e especialmente esse coro - corresponde a uma espécie de "nascimento de Verdi". A música, muito presa a Bellini, ainda não tem a densidade de trabalhos posteriores. Mas o gênio é visível (pela primeira vez) por trás dessas limitações. Verdi já cria impacto - e a abertura da ópera é um bom exemplo da sua teoria da comunicação. O coro famoso, na sua simplicidade, nunca deixa de emocionar; e à medida que a ópera avança, verifica-se como Verdi vai descobrindo os segredos do seu ofício: no acompanhamento de violoncelos para a ária de Zaccaria, na utilização dos trios, quartetos e quintetos vocais, altamente dramáticos, que viriam a ser, com o tempo, uma das marcas registradas do compositor de Aida.
Verdi, descobriria, sobretudo, a arte de utilizar o coro como expressão de anseios populares - uma lição que a Itália da época estava pronta para absorver, o que apressou a identificação de Verdi como um dos símbolos nacionais italianos, até pelas próprias letras do seu nome, que formavam as iniciais de Vittorio Emanuele, Re d´Italia - a fórmula mágica da unificação italiana. |
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